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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Bovespa fecha em alta de mais de 1% puxada por Petrobras

 

Ibovespa subiu 1,09%, para 57.633 pontos.
Outras estatais como BB e BB Seguridade também influenciaram o índice.

O principal índice da Bovespa fechou em alta de mais de 1% nesta segunda-feira (21), seguindo a melhora nos mercados externos e puxada pelos ganhos de ações como Petrobras e BB Seguridade.

O Ibovespa subiu 1,09%, para 57.633 pontos.Veja cotação

No mês, bolsa tem alta de 8,04% e no ano, de 11,89%.

O índice foi puxado pelo vencimento de opções sobre ações, que movimentou R$ 4,4 bilhões na Bovespa.

As opções de compra e venda de ações são instrumentos financeiros muito usados por investidores, e o vencimento delas costuma mexer com a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) devido ao grande volume de "apostas" feitas com esses contratos. As opções, como diz o nome, permitem que se compre ou venda os títulos por um preço definido em certo prazo.

Quando termina esse prazo, as opções vencem, e é nessas datas de vencimento, que o principal índice da Bovespa, o Ibovespa, pode sofrer influência devido ao grande número de ações que trocam de mãos.

EUA e estatais
O índice também sofreu influência de uma melhora nas bolsas dos EUA, cujos indicadores reduziram o ritmo de perdas nesta tarde, disse o analista de renda variável da Leme Investimentos, João Pedro Brugger, à Reuters.

Entre as principais influências de alta desta segunda-feira, ficaram as ações da estatal Petrobras, com ganhos de mais de 1%. Outras empresas estatais, como Banco do Brasil, BB Seguridade e Eletrobras também seguiram o mesmo caminho.

O BB Seguridade subiu fortemente, após o Credit Suisse elevar o preço-alvo do papel do grupo segurador do Banco do Brasil, de R$ 32 para R$ 38.

A companhia aérea Gol também foi destaque de alta, após o Bank of America Merrill Lynch elevar a recomendação para a empresa para "compra". Por outro lado, o banco também reduziu recomendações para as ações de Fibria e Klabin, para neutra em ambos os casos, com as ações do setor operando entre as maiores baixas do Ibovespa.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Mercado vê mais inflação e crescimento menor do PIB em 2014

 

Estimativa para o IPCA deste ano sobe para 6,48%, perto do teto de 6,5%.
Mercado financeiro também preve manutenção dos juros nesta semana.

 

O mercado financeiro prevê mais inflação e expansão menor da economia brasileira neste ano, revelou o Banco Central nesta segunda-feira (14), por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus. O documento é fruto de pesquisa com mais de 100 instituições financeiras na última semana.

Os economistas dos bancos elevaram de 6,46% para 6,48% sua previsão para 2014 do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país e calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com isso, o valor permanece próximo do teto de 6,5% do sistema de metas de inflação para o ano. A previsão chegou a ultrapassar o teto em abril, mas depois recuou. Para 2015, a expectativa do mercado para o IPCA permaneceu estável em 6,10% na semana passada.

Pelo sistema que vigora atualmente no Brasil, a meta central tanto para 2014 quanto para 2015 é de 4,5%. Entretanto, há um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Desse modo, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

Alta menor do PIB
Já a estimativa dos analistas para o crescimento do
Produto Interno Brunto (PIB) neste ano recuou de 1,07% para 1,05%. Foi a sétima semana consecutiva de queda neste indicador. Para 2015, a previsão de alta do PIB ficou estável em 1,5%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o crescimento da economia.

No fim de maio, o IBGE informou que a economia do país registrou expansão de 0,2% nos três primeiros meses de 2014, em relação ao quarto trimestre de 2013, com destaque para o bom desempenho da agropecuária.

O aumento do PIB do país previsto para 2014 pelo mercado financeiro continua abaixo do estimado no orçamento federal, de 2,5%, e também menor que a previsão divulgada pelo Banco Central na semana passada, de alta de 1,6%.

Taxa de juros
A previsão do mercado financeiro para a taxa básica de juros (Selic) da economia brasileira, por sua vez, foi mantida em 11% ao ano nesta semana – quando se reúne novamente o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. A estimativa é de que a taxa permaneça neste patamar até o fechamento de 2014.

No fim de maio, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central interrompeu um ciclo de nove altas consecutivas ao longo de 13 meses, mantendo a taxa em 11% ao ano. Para o fim de 2015, a previsão dos analistas para o juro básico da economia permaneceu em 12% ao ano.

Câmbio, balança comercial e investimentos estrangeiros
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2014 recuou de R$ 2,40 para R$ 2,39 por dólar. Para o término de 2015, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio ficou estável em R$ 2,50 por dólar.

A projeção para o superávit da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2014 caiu de US$ 2,7 bilhões para US$ 2 bilhões na semana passada. Para 2015, a previsão de superávit comercial recuou de US$ 9,9 bilhões para US$ 9,4 bilhões.

Para este ano, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2015, a estimativa dos analistas para o aporte de investimentos estrangeiros ficou estável em US$ 55 bilhões.

domingo, 29 de junho de 2014

Governo deixa de arrecadar R$ 42 bilhões com desonerações desde janeiro

 

Uma das principais armas do governo para estimular o consumo e manter o emprego, as desonerações estão custando cada vez mais ao contribuinte. Segundo a Receita Federal, o governo deixou de arrecadar R$ 42,087 bilhões nos cinco primeiros meses do ano com as reduções de tributos.

O montante é 46,9% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando a renúncia fiscal tinha chegado a R$ 28,642 bilhões.

A maior responsável pelo crescimento é a desoneração da folha de pagamentos, que praticamente dobrou neste ano por causa da inclusão de 16 setores no novo regime, no qual as empresas pagam à Previdência Social 1% ou 2% sobre o faturamento em vez de 20% sobre a folha de salários.

Somente com essa desoneração, o governo deixou de arrecadar R$ 7,962 bilhões de janeiro a maio, alta de 85,6% em relação ao observado nos mesmos meses de 2013 (R$ 4,290 bilhões).

Benefício fiscal

A isenção de tributos federais sobre a cesta básica diminuiu o caixa do governo em R$ 3,888 bilhões neste ano, contra R$ 1,715 bilhão nos cinco primeiros meses de 2013. Desde março do ano passado, os produtos da cesta básica não pagam mais Programa de Integração Social (PIS), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Zerada desde fevereiro de 2012, a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) também está provocando perdas significativas nos cofres federais. O governo abriu mão de R$ 5,299 bilhões de janeiro a maio com o tributo, que era cobrado na gasolina e no diesel. A quantia é maior que os R$ 4,784 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. A diferença deve-se ao fato de que o aumento no preço dos combustíveis faz a Receita Federal deixar de arrecadar mais em 2014.

Novas reduções de tributos que não vigoraram na maior parte de 2013 também estão aumentando os custos das desonerações. A retirada do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) da base de cálculo do PIS e da Cofins das mercadorias importadas fez o governo deixar de arrecadar R$ 1,517 bilhão neste ano.

Anunciada em dezembro do ano passado, a redução a zero do PIS e da Cofins na importação de álcool puro e naftalina acarretou a perda de R$ 1,480 bilhão.

De acordo com a Receita Federal, o único tipo de desoneração cujo impacto diminuiu em 2014 foi a do IPI. De janeiro a maio, o governo deixou de arrecadar R$ 4,706 bilhões com o imposto, queda de 6,4% em relação aos cinco primeiros meses de 2013 (R$ 5,028 bilhões). A recomposição gradual das alíquotas do IPI dos veículos, dos móveis e da linha branca – fogão, geladeira, máquina de lavar e tanquinho – é a principal responsável pelo crescimento da receita.

As desonerações foram uma das responsáveis pela queda real (descontada a inflação) de 5,95% na arrecadação de maio. Foi a primeira vez no ano em que a arrecadação federal ficou menor que a do mesmo mês de 2013.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Dólar cai 0,44% e fecha a R$ 2,196, menor valor em quase oito meses

 

O dólar comercial fechou em queda de 0,44%, a R$ 2,196 na venda, nesta quinta-feira (26). É o menor valor de fechamento desde 30 de outubro do ano passado, quando a moeda dos Estados Unidos encerrou a R$ 2,192. Na véspera, o dólar já havia caído quase 1%.

A moeda norte-americana operou em leve alta durante boa parte do dia, mas passou a cair no final da sessão. De acordo com a agência de notícias Reuters, a mudança do movimento foi uma reação à entrada significativa de dólares no país na última hora de negociação.

Nesta sessão, os investidores analisaram o relatório trimestral de inflaçãodivulgado pelo Banco Central. O BC diminuiu sua previsão para o crescimento da economia em 2014, de 2% para 1,6%, ao mesmo tempo em que subiu a projeção de inflação, de 6,1% para 6,4%.

A meta de controle dos preços do governo determina que a inflação oficial deva subir 4,5% ao ano, com tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Ou seja, a inflação pode oscilar entre 2,5% e 6,5%.

As intervenções do BC no mercado de câmbio também influenciaram o resultado do dia.

Contexto internacional

No exterior, investidores analisavam dados sobre o mercado de trabalho norte-americano. Os novos pedidos de seguro-desemprego nos EUA somaram 312 mil na semana terminada em 21 de junho, recuo de 2.000 em relação a uma semana antes.

De acordo com o jornal "Valor Econômico", os números mostram que a economia dos EUA ainda mostra sinais de uma lenta recuperação e têm ajudado as taxas dos Treasuries (títulos do Tesouro norte-americano) a permanecerem baixas, o que favorece as moedas emergentes.

Juro bancário de pessoa física é o maior em quase três anos, diz BC

 

Em maio, juro de pessoa física, com recursos livres, foi para 42,5% ao ano.
Foi o quinto mês seguido de alta no juro de pessoa física, segundo BC.


 

Os juros bancários médios dos empréstimos para pessoas físicas subiram pelo quinto mês seguido em maio deste ano, para 42,5% ao ano. É o maior nível desde julho de 2011 – ou seja, em quase três anos.

Os números, que tratam das operações com recursos livres (quando os juros são livremente acertados), foram divulgados nesta quarta-feira (25) pelo Banco Central (BC), por meio da nota de juros e crédito bancário.

Em abril deste ano, os juros bancários de pessoas físicas estavam em 42% ao ano. Na parcial de 2014, a taxa avançou 4,5 pontos percentuais, pois estava em 38% ao ano no fechamento de 2013.

Alta dos juros básicos
O aumento desses juros acontece após o próprio Banco Central ter iniciado, em abril do ano passado, um ciclo de alta da taxa básica de juros da economia (a Selic), para tentar conter o crescimento da inflação.

Com o aumento da taxa e o encarecimento dos empréstimos, a instituição consegue reduzir o número de pessoas e empresas dispostas a consumir. Assim, o preço dos produtos e serviços tende a cair ou ficar estável.

Desde o ano passado, os juros básicos passaram de 7,25% para 11% ao ano, o que corresponde a uma elevação de 3,75 pontos percentuais. O processo de alta dos juros foi interrompido apenas no mês passado.

Juros bancários sobem mais do que Selic
Com o aumento dos juros básicos do país, também houve alta na taxa de captação das instituições financeiras, ou seja, no quanto os bancos pagam pelos recursos que serão emprestados às pessoas.

Em abril do ano passado, antes do início da alta dos juros básicos fixados pelo BC, a taxa de captação, para operações com pessoas físicas, estava em 9% ao ano, passando para 12% ao ano em maio. Um crescimento de 3 pontos percentuais.

No mesmo período, os juros bancários das instituições financeiras para pessoas físicas cresceram 8,1 pontos percentuais, visto que estavam em 34,4% ao ano em abril de 2013, ou seja, quase o triplo do aumento da taxa Selic.

Deste modo, os dados do BC mostram que as instituições financeiras não só estão repassando a alta do custo de captação que tiveram por conta da elevação dos juros básicos da economia, como também estão elevando os juros cobrados de seus clientes acima da alta da Selic.

'Spread bancário'
O aumento dos juros bancários com intensidade maior que a alta da taxa básica gerou o aumento do chamado spread bancário (diferença entre o que os bancos pagam pelos recursos e o que cobram dos clientes).

O spread é composto pelo lucro dos bancos, pela taxa de inadimplência, por custos administrativos, pelos depósitos compulsórios e pelos tributos cobrados pelo governo federal, entre outros.

Em abril do ano passado, antes do início do processo de alta dos juros básicos da economia, o spread bancário nas operações com pessoas físicas estava em 25,4 pontos percentuais. Em maio deste ano, já estava em 30,5 pontos percentuais.

O alto nível dessa diferença entre taxas no Brasil já foi duramente criticado, no passado, pela presidente da República, Dilma Rousseff, e por integrantes da equipe econômica, como o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Taxa média de empresas e geral
No caso das operações dos bancos com as empresas, ainda com base nos chamados recursos livres, a taxa média somou 23% ao ano em abril – com alta de 0,1 ponto percentual frente ao patamar de abril (22,9% ao ano). Em 2014, porém, a taxa avançou 1,6 ponto percentual.

Já a taxa média geral de todas as operações com recursos livres (pessoas físicas e empresas) ficou estável em 32% ao ano em maio. Com isso, os juros estão no maior patamar desde fevereiro de 2012 (32,5% ao ano). No acumulado de 2014, a taxa média de juros bancários avançou três pontos percentuais.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Eike pede desbloqueio de US$ 55 mi à Justiça, diz juiz

O empresário brasileiro Eike Batista apresentou pedido para desbloquear US$ 55 milhões de seus ativos que foram congelados por ordem judicial na semana passada, de acordo com um juiz federal do Rio de Janeiro. Para descongelar a quantia, o empresário terá de provar que o dinheiro veio de uma fonte legítima, disse o juiz federal Flávio Roberto de Souza, em entrevista ao Wall Street Journal.

Na semana passada, um tribunal congelou R$ 122 milhões de Batista depositados no banco de investimentos BTG Pactual, depois de um pedido do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.

O dinheiro havia sido retido como garantia caso Eike Batista precise de pagar multas se for condenado pelos crimes pelos quais está sendo investigado, disse o juiz.

O tribunal também concordou, na semana passada, em investigar as contas bancárias de Eike, documentos fiscais e contas do Twitter, afirmou o juiz Flávio de Souza.

Eike Batista, que já foi a pessoa mais rica do Brasil, está sendo investigado por supostos crimes financeiros, incluindo a manipulação do mercado, abuso de informação privilegiada e lavagem de dinheiro, ligados a sua empresa de petróleo, anteriormente conhecida como OGX Petróleo e Gás Participações.

Um dos advogados de Eike, Raphael Mattos disse nesta segunda-feira, 12, ao Wall Street Journal que o congelamento da conta é desnecessário uma vez que "não há nenhum risco, porque o empresário não está vendendo seus ativos".

Um processo criminal contra Eike só ocorrerá se os investigadores encontrarem provas suficientes contra ele para fazer acusações, o que daria argumento para que um tribunal federal do Brasil iniciasse um processo criminal.

"A investigação pode levar de um mês a um ano", disse o juiz Flávio Roberto de Souza. Se for condenado pelos crimes financeiros alegados pelo Ministério Público, Eike poderá enfrentar uma pena de 4 a 20 anos. Fonte: Dow Jones Newswires.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Petrobras tem lucro de R$ 5,4 bilhões no 1º trimestre, queda de 30%

 

O lucro líquido da Petrobras foi de R$ 5,393 bilhões no primeiro trimestre de 2014, queda de 30% na comparação com o mesmo período de 2013. A estatal divulgou seu balanço na noite desta sexta-feira, após o fechamento dos mercados.

Apesar dessa queda, o resultado veio ligeiramente acima da expectativa média de 11 analistas, segundo levantamento da agência de notícias Reuters, que apontou um lucro de R$ 5,24 bilhões para o período.

Menos R$ 2,4 bi para plano de demissão voluntária

O resultado foi afetado, sobretudo, por provisões de R$ 2,4 bilhões feitas por conta de despesas trabalhistas previstas com o Plano de Demissão Voluntária (PDV) que está sendo conduzido pela companhia.

O efeito dessas provisões, líquido de impostos, reduziu os ganhos em R$ 1,6 bilhão no começo do ano, informou a companhia.

A receita, por sua vez, cresceu 12%, para R$ 81,54 bilhões. Já o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, em inglês) ficou em R$ 14,39 bilhões, 12% abaixo daquele registrado nos três primeiros mese s de 2013.

Prejuízo da área de abastecimento sobe 13%

A divisão de Abastecimento da Petrobras teve prejuízo líquido de R$ 4,808 bilhões no primeiro trimestre deste ano, aumento de 13% em relação ao verificado um ano antes.

A importação de petróleo e derivados, responsável por forte impacto nas contas da estatal, manteve-se elevada, em 783 mil barris por dia (bpd) no primeiro trimestre, ante 780 mil bpd no trimestre anterior e 860 mil bpd um ano antes.